Alma
Leio mais um livro que põe em causa a Igreja Católica, Igreja enquanto instituição castradora da verdade, manipuladora dos factos. Mais um romance, fundamentado ou não em factos verídicos, hoje não vou por aí.
Medito. O que está em causa, na base, é se há ou não continuidade depois da morte, se efectivamente existe ou não “alma”. Hoje não me interessam interpretações das personagens, sejam credíveis ou não, que podem ou não ter existido, da sua importância enquanto mensagem.
Vagueio pelos pensamentos. Já pensaram se na verdade quando atingimos o Além vamos mesmo para um mundo onde tudo pode ser perfeito? Será que depois da alma largar o agora denominado cadáver parte para um lugar igual (melhorado) ao que hoje habitamos? Será que os objectos a que temos afecto se mantêm na nossa posse? Será que largamos por completo o mundo material? Será…
Terão os objectos inertes também alma? Tendo como hipótese que no “outro mundo” estaremos num lugar melhor, eu espero quando lá chegar, ter as coisas que me fazem falta.
Um amigo uma vez ao ser afável para comigo disse: “és uma poia dura, daquelas brancas sem alma”; realmente, uma pessoa quando pisa uma daquelas poias moles, fica bastante irritado pela força que ela tem ao tentar manter-se na nossa sola, ficamos sempre com a ideia que a raça da poia mexeu-se, foi logo enfiar-se debaixo do nosso pé!
E um espelho? Os espelhos não podem ter alma! Está um espelho narcisista a olhar-se ao espelho vê o próprio reflexo, e o outro também se esta ver ao espelho vê o seu próprio reflexo e assim sucessivamente, infinitamente, no mínimo estranho…
Efectivamente temos que acreditar que os objectos têm algo parecido a alma, senão vejamos, qual era a lógica de existirem amuletos? Há gente que acredita que há coisas mexem com a sorte, directamente, ora se esses objectos inertes podem alterar o destino têm obrigatoriamente que ter alma porque no fim da sua “vida” têm que ser julgados pelo que fizeram.
sábado, abril 23, 2005
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