Para quem ainda não é cadáver
O viver trás implícito momentos de dor e sofrimento salpicados por outros de alegria e êxtase.
Passamos grande parte da vida a dormir, outro tanto à espera, mais um pouco a estudar/trabalhar, várias horas a suprir carências básicas, sendo dedicado uma ínfima parte da vida ao prazer.
Estamos 99% do tempo a realizar tarefas quase que autómatos, em que não pensamos ou simplesmente divagamos por ideias e/ou pensamentos irrealizáveis (meros projectos que não chegam a passar disso mesmo).
É uma luta permanente, no desejo insaciável de mais oásis de satisfação num deserto de futilidades, numa guerra em que perdemos a maior parte das vezes, em batalhas nas quais lutamos por ideais inexequíveis, é no entanto nas derrotas que descobrimos que há porque lutar, que existe razão de existir, que há uma explicação: vivemos para satisfazer carências; o cerne é a luta, pois aquando um objectivo atingido logo surge um outro mais audaz que urge ser tocado.
Vivemos pela luta e é na dor que sentimos estar vivos.
sexta-feira, julho 01, 2005
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