O eu com o comigo
Por onde quer que vá, o que quer que faça, seja o que for que tenha, tu estás lá.
Quem quer que seja, para quem quer que fale, se ofender, tu escutas-me.
Eu. Eu ando sempre comigo, qualquer palavra proferida, uma acção realizada, até um pensamento tem sempre pelo menos uma testemunha.
Há quem não se dê bem consigo próprio, chamam-lhe consciência, personifico-o no “eu”.
Felizmente sou capaz de viver comigo; passo horas sozinho e não tenho vergonha de ti, és o ombro em que choro pois não és capaz de me rejeitar seja qual for o pecado que tenha realizado; de ti não me escondo até porque não seria capaz, contigo sorrio, de ti rio, contigo vou; não fujo de ti nem tento enganar-te. Eu e tu andamos sempre juntos, “eu” é um “nós”; sempre vigiado, talvez perseguido, sigo tranquilo, pois nunca estarei só. Obrigado por estares sempre presente.
(Isto soou um naco narcisista, mas é real. Não raras vezes critico-me, ofendo-me, chateio-me comigo, mas no fundo gosto imenso de mim. Acreditem, está longe de ser um defeito.)
sábado, maio 07, 2005
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