sábado, fevereiro 26, 2005

Capuchinho Vermelho

Pois é, no seguimento do texto esclarecedor sobre a Branca de Neve eis que surge um segundo testamento, agora sobre o Capuchinho Vermelho. Hoje, aqui, é-te revelada A VERDADE.

TODA A VERDADE: Capuchinho Vermelho

Ponto assente: a história baseia-se numa senhora (já de idade avançada) que vive numa casa isolada (situada na mata) que é frequentada por caçadores. É esta (à data) pseudo-eremita que causa toda a acção.

Tudo começa com uma velha que padece de uma doença (venérea?) a quem a filha envia a neta (da primeira) para levar os medicamentos. A catraia tem um qualquer fetiche com o vermelho (talvez seja a gaja que actualmente personifica a menstruação), é enviada pela mata que para além de homens de meia-idade também é frequentada por lobos famintos que sabem falar.
A miúda lá segue mata adentro quando se depara com o Lobo Mau (curiosamente parecido com aquele que tenta papar os 3 leitões). A miúda, já com idade para ter juizinho, dá trela a um estranho (por sinal um animal que fala) que como é óbvio a quer comer. Palavra puxa palavra e já ela disse para onde ia, o Lobão pede então licença para dar de fuga e vai a correr mata fora até casa da idosa. Lá chegado o Lobão com a sua enorme boca (vá-se lá saber como a fez crescer) põe a velhota para o bucho, inteira. Passado uns minutos (porque a historia não pode parar) a adolescente chega a casa da velha com os medicamentos, olha para o Lobão mascarado mas não repara logo pois sabendo o passado da sua avó suspeita de antemão que a cota seja um pessoa peluda, e de boca larga…
Depois de uma breve conversa o Lobo tenta papar a miúda, e é então que aparece um cliente da avozinha, já de arma em riste, pronto a dar-lhe (mal sabia que a Sra. tinha visitas), o frequentador de bares de alterne perante a situação saca da sua faca de mato e tenta salvar a sua profissional do amor preferida (Sra. experiente e de baixo custo), abre a barriga ao Lobão e este larga-se (de males maiores), pois carne velha tende a ser de difícil digestão.
O que verdadeiramente até hoje não se soube é que a avó mandou a netinha ir de volta a farmácia pois ela hoje só consome genéricos.
Actualmente a velhota já se curou das mazelas e trabalha lá para os lados da famosa recta, estando de perna alçada o dia inteiro esperando lobos marotos que a queiram papar…

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