Propriedade
É curioso o nosso sentimento de posse sobre coisas (pessoas?) que na realidade não podemos dominar. É que é agradável ter-se como nosso tudo o que julgamos ser-nos intimo e que não queremos perder.
Acreditamos ser nossa propriedade a amizade, a conivência, a compreensão, o afecto, o segredo… mas já dizia a cantiga: “os segredos são de quem os souber guardar”.
“Ninguém é de ninguém…”, vou mais longe nada é de ninguém, nada está certo porque tudo se mantém em mutação.
Materialmente tudo é volátil. Resumimo-nos ao que os outros nos dão, no fim somos uma frágil recordação.
segunda-feira, janeiro 31, 2005
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